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EXERCITAR-SE É PRECISO, PORÉM COM PRECAUÇÃO
Quem faz atividades físicas deve seguir algumas orientações, para melhorar a performance e, principalmente, prevenir-se contra lesões causadas pela prática inadequada de exercícios.

Nunca inicie um programa de exercícios sem antes fazer uma avaliação médica. É necessário conhecer o limite fisiológico de cada indivíduo, acompanhar a evolução da performance nos treinamentos e descobrir se existe algum risco vascular não conhecido.

Coma algo leve (frutas, pão) e beba água ou suco antes da prática desportiva. O metabolismo energético precisa de carboidratos para a atividade muscular. Para quem faz exercícios logo de manhã, o ideal é esperar de 60 a 90 minutos depois de acordar para começar, evitando problemas como cãibras.

Use roupas leves – como, por exemplo, malha de algodão –, que permitam a troca de calor entre o corpo e o meio ambiente. Assim você evita o superaquecimento corporal e, conseqüentemente, a desidratação com risco de arritmias cardíacas e queda de pressão.

Beba líquido – de preferência água – antes, durante e após a atividade física. Os refrigerantes, por serem doces e concentrados, causam mais sede. Deixar de beber água durante o exercício pode causar queda de pressão e arritmias cardíacas.

Andar é o exercício aeróbico mais recomendado, principalmente para quem faz tratamento cardiológico e está autorizado pelo médico. A demanda energética do esporte ou dos exercícios mais intensos aumenta o risco de problemas circulatórios num indivíduo com pressão alta ou outra doença cardiovascular.

Faça atividades físicas, em média, de três a quatro vezes por semana, com duração de 30 a 40 minutos cada, divididos em aquecimento e alongamento (15 minutos), exercício e esfriamento (15 minutos, até parar de suar). O período de aquecimento, do ponto de vista cardiovascular, prepara o coração e o resto do corpo para as mudanças fisiológicas de uma atividade.

Nunca ultrapasse a pulsação limite de “195 menos a idade”, ou seja, um indivíduo de 42 anos tem a pulsação limite de 153 batimentos por minuto (ou a alcançada no teste ergométrico normal).

Evite choques térmicos – algumas pessoas podem sofrer mal-súbito com a diferença entre a temperatura corporal e a da água (piscina ou sauna). A temperatura da água abaixo de 27ºC determina a diminuição dos batimentos cardíacos e aumenta o risco de arritmias e variação da pressão arterial em indivíduos hipertensos.

Cardíacos devem evitar competições e esportes de contato corporal sem autorização médica. Para os hipertensos, não são recomendados exercícios isométricos, como levantamento de peso e musculação, porque nessas condições o consumo de energia é mais intenso que o de um programa fisioterápico de reabilitação.
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